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outubro 31, 2011

Coragem protestante

Lutero, interpretado por Joseph Fiennes

Por Daniel Grubba

Hoje comemora-se o dia de Reforma Protestante. Há exatamente 492 atrás que um monge subversivo, porém cativo a consciência do evangelho, afixou na porta da catedral de Wittenberg, suas 95 teses. Dentre muitos aspectos abordados, Lutero denunciou o abismo que havia entre a igreja católica e a Palavra, criticou também a corrupção moral do papado, e profetizou contra as insanidades daqueles que estavam negociando financeiramente a salvação da alma dos homens.

Sendo protestante ou não, você há de convir que este evento mudou completamente a história da humanidade. Por isso gostaria de homenagear esta data tão significativa fazendo apenas uma breve alusão a coragem protestante.

Precisamos reconhecer que o movimento da reforma não resumiu-se a este ato isolado de Lutero. Muitos outros dedicaram suas vidas contra a monopolização da mensagem do Evangelho. Foi, portanto, um movimento inteiramente marcado pela coragem de alguns homens, que ousaram enfrentar reinos, autoridades, papas, e toda a tirania dos poderosos. Refiro-me em especial os quatro grandes nomes da reforma: Lutero, Zuínglio, Calvino e Menno Simons.

Lutero foi intimado, ameaçado de morte, e forçado a retratar-se diante do poder imperial. Foi na Dieta de Worms (sessão do governo imperial) na Alemanha, chefiada pelo imperador Carlos V, que Lutero foi convocado para desmentir suas teses. O processo foi longo, durou muitos dias, e uma pressão enorme foi feita para que Lutero voltasse atrás. Como ele reagiu? Lutero se retratou ou não? Como ele respondeu diante de todos em Worms?

“Visto que vossa sereníssima majestade e vossas nobres altezas exigem de mim resposta clara, simples e precisa, vou dá-la, e é esta: Não posso submeter minha fé, quer ao papa, quer aos concílios, porque é claro como o dia que ele têm frequentemente errado e se contradito um ao outro. A menos que eu seja convencido pelo testemunho das Escrituras, não posso retratar-me e não me retratarei, pois é perigoso a um cristão falar contra a consciência. Aqui permaneço, não posso fazer outra coisa; queira Deus ajudar-me. Amém”.

Hoje falta “homens com peito” para enfrentarmos, com coragem protestante, os desafios do mundo moderno. Não falo só da igreja que está retornando ao paganismo medieval. A luta do cristão não deve se resumir aos caminhos da instituição cristã, mas principalmente ao estabelecimento da justiça na terra. Portanto, urge a necessidade de profetas corajosos que denunciam a perversidade dos sistemas de exclusão social, que lutam em favor dos bilhões de miseráveis da terra, e que não se calam diante da omissão da igreja frente aos problemas da humanidade.

Fonte: Púlpito Cristão

LUTERO, O CISNE ALEMÃO!

Judiclay S. Santos

Aos 22 anos de idade, o jovem Martinho Lutero entrou para o monastério de Erfurt. Dois anos depois, na ocasião da sua ordenação, nem Lutero nem qualquer outra pessoa sabia o que esse evento significaria para ele, para a igreja ou para o mundo.

O teólogo britânico, R. C. Sproul faz uma curiosa observação. Cem anos antes da ordenação de Lutero, o reformador da Boêmia, Jan Hus havia sido condenado à fogueira pelo famigerado Concílio de Constança (1415), sob a sentença de “pecado de heresia”. Hus teria dito ao bispo que ordenou a sua execução: “Você pode cozinhar este ganso, mas há de vir um cisne que não será silenciado”. Não era apenas um vaticínio, era um jogo de palavras. Seu nome, Hus, significa ganso na língua Tcheca.

Ao ser ordenado na capela agostiniana em Efurt, Lutero foi deitado com seus braços esticados na forma de cruz na base do altar da capela. Curiosamente, o lugar exato onde Lutero estava deitado, havia uma inscrição no piso de pedra que indica que abaixo do lugar estava sepultado o bispo que ordenara a execução de Jan Hus. Sproul confessa: “É uma grande tentação revisar a História e atribuir ao bispo uma resposta apropriada às palavras de Hus que um cisne surgiria. Gosto de pensar que o bispo respondeu: “Sobre meu cadáver!” De fato, foi sobre seu cadáver que o cisne foi ordenado”.

A Reforma eclodiu na Europa do século 16 por meio de uma conjugação de fatores. Embora tenha tido raízes e implicações políticas, econômicas e sociais, a Reforma foi essencialmente um movimento de retorno à sã doutrina, que propôs expurgar da Igreja doutrinas e práticas contrárias à fé cristã. O fato mais surpreendente é que a Reforma, ansiosamente desejada por muitos, teve o seu marco inicial com o protesto de um anônimo monge agostiniano numa pequena cidade com aproximadamente 3.500 habitantes. Lutero era apenas um ilustre desconhecido na insignificante cidade alemã de Wintemberg.

Graças à sábia providência divina, a Reforma avançou e redesenhou o mundo. O Senhor da Igreja age conforme o conselho de sua soberana vontade e usa os meios necessários para realizar os seus propósitos e manter o seu programa redentor. Lutero reconhece ter sido um vaso de barro. Não obstante as suas fraquezas, Deus o usou para edificar a Igreja do Senhor Jesus. “Não fiz nada. A palavra fez e realizou tudo”, disse o reformador.

Somos gratos a Deus pela vida de Lutero, pois embora tenha sido tão pecador quanto nós, foi um importante instrumento nas mãos do Senhor para promover o evangelho de Jesus Cristo.

Fonte: Judclay Santos

outubro 12, 2011

Supremo Tribunal anula sentença de morte para Nadarkhani

A Suprema Corte do Irã anunciou em um comunicado que o veredito Nadarkhani foi anulado e nenhuma decisão final foi tomada até a presente data.
De acordo com a Agência de Notícias Cristã-Iraniana, relatórios MohabatNews que a Suprema Corte do Irã indicou na sua declaração que seu caso foi enviado ao tribunal local para ser revista e completada em alguns pontos.

O site do Supremo Tribunal do país publicou que: “após a conclusão e eliminação dos defeitos, o veredicto será emitido novamente Se o acusado recorrer então o caso seria enviado para a Suprema Corte de novo e, não seria emitido uma sentença final.

O Procurador-Geral do país Gholamhossein Mohseni Eje’ei, estava dizendo em uma conferência de imprensa na segunda-feira que “Nenhum veredicto foi emitido sobre este caso. O caso ainda está no nível de investigação e está aberto. Claro que o acusado tem o direito de apelo a todos os níveis da investigação, mas o inquérito sobre este caso ainda não foi finalizado”.

Líder Supremo irá decidir sobre caso do pastor Yousef Nadarkhani!

Além disso, Mohammad Ali Dadkhah, o advogado de Nadarkhani diz que o caso de seu cliente foi encaminhado para [o líder supremo] Khamenei, para decisão final.
Dadkhah, disse que o ato de encaminhamento deum processo judicial para o Líder Supremo é incomum e ele espera que a sentença de morte para seu cliente seja anulada em consonância com os acordos internacionais feitos pelo Irã.

“Foi dito a alguns dos nossos colegas, na cidade de Rasht que a decisão final depende fortemente da Fatwa (desição) do Líder Supremo Khamenei.”, acrescentou.

Fonte: Pulpito Cristão

outubro 06, 2011

Carta de João a Gaio

Por Judiclay Santos


A terceira Carta de João é dirigida a Gaio, um respeitado presbítero da igreja na Ásia Menor. Gaio é um excelente exemplo de atitude correta em relação aos missionários. A declaração de João é inspiradora:

“Amado procedes fielmente naquilo que praticas para com os irmãos, e isto fazes mesmo quando são estrangeiros, os quais, perante a igreja, deram testemunho do teu amor. Bem farás encaminhando-os em sua jornada por modo digno de Deus... para nos tornarmos cooperadores da verdade” III João 5-6,8ª

João faz um sincero elogio a hospitalidade de Gaio para com os missionários itinerantes. Desde o primeiro século era muito comum aos evangelistas deixarem suas cidades para pregar o evangelho em outras regiões. No entanto, não havia uma “rede hoteleira” que pudesse recebê-los dignamente, mas apenas pequenas hospedarias insalubres, perigosas por conta dos assaltantes e de má reputação devido à freqüência de prostitutas. Assim sendo, a hospitalidade era um ministério de apoio à obra missionária, razão pela qual João encoraja tal prática em suas cartas. Gaio assumiu esse compromisso e os missionários voltavam dando testemunho do seu amor.


Tratava-se de um cristão empenhado da proclamação do evangelho. Há um princípio aqui: Nosso envolvimento é proporcional ao nosso amor.

É curioso notar a recomendação do apóstolo João: “Bem farás encaminhando-os em sua jornada por modo digno de Deus”. Segundo Charles Dodd, um dos mais notáveis teólogos do século 19, a expressão “encaminhando-os em sua jornada” contêm um verbo que era “algo como um termo técnico das missões cristãs primitivas”, e isso implicava na “responsabilidade financeira pela viagem dos missionários”. A hospitalidade de Gaio, a sua disposição apoiar financeiramente os missionários evidencia o seu amor pelo Rei e pelo reino.

Meu querido irmão siga o exemplo de Gaio. Dê o seu apoio aos nossos missionários. Seja você alguém que “procedes fielmente naquilo que praticas com os irmãos”. Queira Deus que todos possam dar “testemunho do teu amor”. Seria uma bênção para sua própria vida se você estivesse engajado nesse ministério. Creio que agindo assim nos tornamos COOPERADORES DA VERDADE.



outubro 01, 2011

Igreja Perseguida na Líbia

A Líbia é o 17° maior país do mundo e sua extensão equivale à soma dos Estados do Amazonas e Amapá. A maior parte de seu território é deserta, com oásis ao noroeste e planícies costeiras ao nordeste.


População

Apesar da grande extensão, a Líbia é pouco povoada. Entre os seus 6,3 milhões de habitantes, cerca de 1,5 milhão é estrangeiro, vindo de países árabes e africanos.

Um terço da população líbia tem menos de 15 anos e a maioria dos líbios reside em áreas urbanas. Etnicamente, 97% da população constitui-se de árabes e berberes. Os outros 3% são bem diversos, formados por gregos, malteses, italianos, egípcios, paquistaneses, turcos, indianos e tunisianos.

A qabilah, ou tribo, é a base da estrutura social da Líbia, cujas famílias têm em média cinco membros.

A educação é pública e gratuita, e 85% da população é alfabetizada. A assistência médica também é gratuita e bastante acessível, mas ainda é deficiente nas áreas rurais.

História

Na Antiguidade, a área foi habitada por fenícios, gregos e romanos. A queda do Império Romano deu início ao longo controle do islamismo na região, que caiu sob domínio do Império Turco-Otomano em 1517, assim permanecendo até a invasão italiana.

Em 1911, a Líbia é invadida e dominada pela Itália, apesar de forte resistência. Finalmente, o país obtém sua independência em 1951 e logo se torna um Estado rico com a descoberta de suas abundantes reservas de petróleo.

Em 1969, o coronel Muammar Qadhafi assume o controle do país por meio de um golpe militar. O sistema implementado passa a ser uma combinação de socialismo e práticas islâmicas derivadas das tradições tribais.

Governo

Dentro de sua atuação política, Qadhafi tem financiado a propagação do islamismo como forma de obter poder na região. Devido ao apoio do governo líbio aos terroristas, as relações com o ocidente têm se deteriorado. Como consequência, o país já sofreu bombardeios e enfrenta sanções aéreas e comerciais. Em dezembro de 2003, a Líbia anunciou que aceitava revelar e destruir seus programas para desenvolver armas de destruição em massa e renunciar o apoio ao terrorismo.

O islamismo chegou à Líbia proveniente da Arábia e do Egito no fim do século VII. Atualmente, 97% dos líbios são muçulmanos, quase todos de tradição sunita. Alguns grupos da população muçulmana lutam pela instituição de um Estado islâmico.

A economia líbia depende principalmente do setor petrolífero, que corresponde a aproximadamente 95 % da exportação. O país tem uma das maiores rendas per capita na África, mas pouco disso é repassado às camadas mais baixas da sociedade.


A Igreja

O cristianismo possui raízes antigas na Líbia. Mas a fraca evangelização inicial, em conjunto com o enfraquecimento causado pelo cisma donatista, deixou o país à mercê do avanço islâmico no século VII.

O cristianismo foi praticamente eliminado e, atualmente, há apenas alguns milhares de cristãos líbios, a maioria constituída de trabalhadores estrangeiros.

Os líbios são um dos grupos mais não-alcançados com o evangelho. A maior parte dos líbios da etnia árabe não sabe em que os cristãos realmente creem. Por causa de suas fortes raízes muçulmanas, não considerariam a mensagem do evangelho como algo dirigido a eles.

Nenhuma forma de evangelismo ou trabalho missionário é permitida. Apenas os estrangeiros podem se reunir, contudo, eles são monitorados. Assim, os líbios não participam desses cultos por medo de serem vigiados, delatados, presos e até mesmo assassinados.


A perseguição

Ainda que a Líbia seja um Estado laico, seus líderes prestam grande respeito ao islamismo, conferindo-lhe papel ideológico na sociedade. O governo exige respeito às normas e tradições muçulmanas e a submissão de todas as leis à sharia (lei islâmica).

O governo proíbe a conversão de muçulmanos e, por isso, proíbe atividade missionária. Ele também exige que todos os cidadãos sejam muçulmanos sunitas "por definição".

Há organizações secretas e redes de espiões que monitoram possíveis rebeldes e também os estrangeiros. Essa situação faz com que seja praticamente impossível evangelizar na Líbia.

As pessoas raramente são perturbadas por causa de suas práticas religiosas, a menos que tais práticas fossem percebidas como tendo dimensão ou motivação política. O governo controla e restringe toda atividade política. Ele também monitora a literatura religiosa, inclusive a literatura islâmica, publicada ou importada ao país. A importação das Sagradas Escrituras em árabe ainda é estritamente controlada.

É proibido evangelizar muçulmanos. Os muçulmanos que se convertem são sujeitos à pressão e ostracismo social. Muitos deles consideram abandonar a pátria.

Em fevereiro de 2006, uma igreja e um convento católicos da cidade de Benghazi foram roubados e incendiados. O bispo e as freiras ficaram em Trípoli durante algumas semanas, até que os prédios fossem restaurados.


Motivos de oração

1. Os convertidos se sentem isolados. Ore para que haja mais abertura e possibilidade de os líbios cristãos se reúnam para terem comunhão e louvarem Deus juntos.

2. Missionários não são permitidos. Existem áreas em que há espaço e abertura para profissionais cristãos e missionários que tenham uma profissão. Ore para que cristãos de todo o mundo tornem-se profissionais destas áreas e busquem servir aos líbios no amor de Jesus Cristo.

3. A Igreja resiste a um governo que financia a propagação do islamismo. O governo líbio dá à religião islâmica um papel de destaque e contribui com missões muçulmanas em todo o mundo. Ore para que os líderes da Líbia conheçam a Cristo.

4. É arriscado para um líbio confessar sua fé em Jesus. Peça a proteção e a sabedoria de Deus para todas as conversas e relacionamentos dos convertidos.


Fonte: Missão Portas Abertas Via: Blog Pr Judiclay Santos

setembro 29, 2011

Pastor Yousef permanece firme em sua fé


Tradução: Lucas Gregório

Pastor Yousef Nadarkhani se recursou a negar sua fé em Jesus Cristo ontem na quarta e última audiência em um tribunal no Irã. Pastor Yousef foi condenado pelo crime de apostasia (abandonar o islamismo) e sentenciado a morte por enforcamento.

O tribunal onde estão sendo realizados os julgamentos está cercado por forças de segurança desde que começaram as audiências do pastor. O tribunal concedeu a Yousef três chances para que ele pudessem se retratar, negar o cristianismo e voltar ao Islã. Somente dessa maneira ele poderia ter sua vida poupada. Mas em todos os casos, ele se recusou a negar a Cristo.

“Estou em contato com o Irã”, disse uma fonte próxima a família do pastor. “Mas as notícias não são muito boas, mas vamos esperar. Se eles realmente quiserem, eles podem matá-lo porque ele se recusou a negar sua fé. Deixamos tudo nas mãos de Deus.”

Um advogado de defesa disse a família Nadarkhani e amigos que havia uma maneira de levar o caso ao Tribunal Supremo, o que poderia estender a pena de Nadarkhani na prisão, mas existe a informação de que o Supremo Tribunal Federal do país deseja que essa situação seja resolvida o quanto antes.

“Yousef é conhecido como um herói, por isso, se ele for libertado, o governo será visto como alguém que foi derrotado”, disse ele. “Mas se eles o deixarem na prisão, haverá mais pressão internacional.”

“Eles provavelmente não irão matá-lo hoje, mas podem fazer isso quando quiserem”, disse a fonte para o Compass. “Eles podem enforcá-lo ao meio dia ou então daqui a 10 dias. Às vezes entregam o corpo para a família junto com o veredito. Eles têm ultrapassado as fronteiras da lei”

A fonte disse que a esposa de Nadarkhani está muito apreensiva com relação a decisão do tribunal. Eles tem dois filhos: Joel, 7 anos, e Daniel, 9 anos. “A mulher dele está em depressão e preocupada. É uma situação difícil para toda a família.”

Fonte: Compass Direct Via: Portas abertas

Abaixo assinado pela libertação do Pr Yousef Nadarkhani


Queridos amigos,

Estamos em estado de URGÊNCIA pedindo a todos que preencham o abaixo-assinado para o EMBAIXADOR DO IRÃ em favor do nosso irmão YOUSEF.
Atenção para as orientacoes de como fazer:

1) vc deve abrir nesse link:

http://e-activist.com/ea-action/action?ea.client.id=88&ea.campaign.id=12209

2) preencha os espaços requeridos com seus dados pessoais: nome, sobrenome, endereço, Cidade, CEP e email.

3) no espaço onde está escrito ADD YOUR MESSAGE HERE, copie e cole o email abaixo (favor, nao acrescentar nada alem do que já está escrito)

Your Excellency, the Ambassador of Iran

Dear Sir,

Along with many other people around the world, I have been following with great concern the case of Pastor Yousef Nadarkhani, who is being tried by a court in Rasht due to his religious beliefs.

I am writing to express my concern and hope that the court will drop all charges against Pastor Yousef, in accordance with international law and especially Iranian law and constitution, which clearly allows freedom for Christians to maintain their religious beliefs and practices.

I am also requesting Your Excellency to pass on my appeal and that of many others to the Iranian government, as a matter of great urgency in this case, so that an innocent person may not be condemned and the constitution of Iran may not be violated.

I am very grateful for your attention to this request.

Respectfully and sincerely,

4) Quando preencher todas as linhas, envie seu email ( send YOUR email)

Fonte: Púlpito Cristao

janeiro 04, 2011

Haiti (um ano depois do terremoto), mas a solidariedade continua.

Por Renato Vargens

No dia 12 de janeiro de 2011 o planeta se lembrará do terremoto que destruiu Porto Príncipe, capital do Haiti, país mais pobre das Américas.

Em Julho do ano passado eu estive por lá onde pude testemunhar com os meus próprios olhos a dor e a tragédia de uma população que perdeu quase tudo aquilo que possuía. De fato, o terremoto Haitiano foi devastador, vitimando mais de 400 mil pessoas.

Hoje, um ano depois, o Haiti ainda encontra-se em ruínas. Infelizmente um número incontável de cidadãos, ainda sofrem as consequências de um abalo sísmico que aniquilou completamente a capital haitiana. No entanto, Deus pela sua infinita misericórdia tem levantado pessoas das nacionalidades mais distintas para socorrer e auxiliar o povo do Haiti, dentre estes, o Senhor tem capacitado o Pr. Mário de Freitas, que juntamente com outros pastores brasileiros têm se dedicado com esmero ao sofrido povo haitiano, levando a cidade de Porto Príncipe recursos e alimentos.

A Missão MAIS ( Missão de Apoio a Igreja Sofredora) , dirigida por Mário já esteve 05 vezes no Haiti auxiliando milhares de desabrigados com cuidados pastorais, alimentação, recursos financeiros e medicamentos.

Nesta semana, Mário e sua equipe estarão retornando ao Haiti com alguns objetivos: concluir mais uma etapa da reconstrução de igrejas no Haiti; fortalecer as parcerias entre as igrejas brasileiras e os pastores haitianos; verificar elementos legais e documentais para a implantação da fábrica de reciclagem que será implantada nos próximos meses em Porto Principe; além de realizar dois eventos importantes para o futuro da nação.

No dia 11 de Janeiro, 3a feira, o cantor brasileiro Kleber Lucas estará ministrando na base militar brasileira. O convite foi feito pelo comandante geral das tropas brasileiras da MINUSTAH, o Coronel Ronaldo Lundgren. Na ocasião, a Palavra de Deus também será pregada a aproximadamente 2000 militares brasileiros que servem à ONU no Haiti. Participarão do culto também Gerson Ortega, a banda Ortegas, o Pr. Lucinho Barreto da Igreja Batista Getsêmani em BH, entre outros.

No dia 12 de janeiro, 4a feira, o terremoto que assolou o país completará um ano. Nesse dia, esses mesmos irmãos mencionados e vários outros que ministrarão para mais de 5000 pessoas num culto especial, na região de Delmas. Esse culto será realizado a partir das 16h, e às 16:53h, horário original do terremoto, será levantado um clamor em prol da nação, da reconstrução, das famílias das vítimas, das eleições, das vítimas da cólera, entre outros aspectos.

Isto posto, rogo aos irmãos que estejam orando pelo Mário e sua equipe a fim de que o Senhor possa ajudá-los a ser luz naquele lugar, em meio a mais uma catástrofe. Se puder, ajude a M.A.I.S financeiramente na manutenção desse trabalho que, ainda sem apoio da imprensa e sem atenção internacional, continua sendo prioritário aos olhos do Pai!

MAIS – Missão em Apoio à Igreja Sofredora
BANCO ITAÚ
AG.0937
CC 44077-4
CNPJ 12.492.298/0001-83





Traduçao da letra:

Aquele que foi servo e se humilhou
Ensinou o que é amar o que é viver
Ele aprendeu por tudo que sofreu
Entregou a sua vida e amou até o fim.

Ô,Ô,Ô Chegou a hora de se levantar
E mudar toda a história deste lugar
Ô,Ô,Ô Chegou a hora de recomeçar
E viver a revolução do amor

O mundo se pergunta onde estava Deus
No desastre, sofrimento e na solidão?
Nós somos a resposta a este clamor
Ao dar a nossa vida e amar sem fim

Revolução do amor



Fonte: Púlpito Cristão

dezembro 27, 2010

Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado



"Apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos.
As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição;
E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões.
Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados
(Dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra.
E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa,
Provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados." (Hb 11:34-40)

outubro 20, 2010

Ronaldo Lidório: Apóstolo brasileiro


Por Leonardo Gonçalves

Eu acredito em apóstolos. Ao contrário do que alguém pode pensar, sempre cri em apóstolos. Se cresse de outro modo, jamais teria deixado meu país aos 18 anos de idade para peregrinar entre povos e cidades da América Latina, sem promessas financeiras e, a princípio, sem nenhum envio formal, levando apenas a convicção do meu chamado.

É claro que não creio no moderno movimento apostólico, importado da teologia Mórmon e pregado pelos arautos oriundos da outra América, a “próspera”. Não creio em apóstolos canônicos, cuja Palavra seja autoritativa e inspirada no mesmo grau dos escritos de Paulo, Pedro e os demais escritores bíblicos. Também não creio em apóstolos que fundam igrejas fazendo divisões, que negociam “coberturas” a pastores caídos que foram excluídos de suas denominações, que pregam prosperidade fácil e são presos com dólares na bíblia ou na cueca. Estes eu não engulo!

Contudo, a existência do falso não anula o verdadeiro, antes, o confirma. E considerando o sentido etimológico da palavra apostolo (no grego, “enviado”), posso dizer que ainda existe tal ministério. “Ele mesmo deu uns para apóstolos...”

Diferente dos apóstolos modernos, os verdadeiros apóstolos contemporâneos são humildes, anônimos, e detestam holofotes. Muitos se consideram indignos do título, e preferem ser chamados de pastor ou de irmão. Agem assim porque sabem que o único título de que são dignos é o de “aprendiz de servo inútil”, pois não fizeram tudo o que lhes foi mandado.

Ronaldo Lidório é um líder que tem o dom de converter teologia em práxis, exatamente como deve ser. Ele é um daqueles pastores que enchem nosso coração de esperança, e nos fazem enxergar que a igreja de Cristo transcende aos escândalos, abusos e descalabros tão comuns na igreja contemporânea. Ele (presbiteriano) é a prova de que ser cheio do Espírito Santo não é falar em línguas desconexas pré-aprendidas, mas viver uma vida frutífera para a glória de Deus.

Lidório é o apóstolo Brasileiro. Suas credenciais apostólicas são os convertidos rebeirinhos do Brasil, Makandá e Labuer e mais de 40 pastores Konkombas. Sua carta de recomendação às igrejas? Seis mil convertidos entre aquela etnia.

Que a vida de Ronaldo e Rossana sirva de desafio para mais jovens serem missionários e lingüistas entre povos não-alcançados!




***
Não conheço Ronaldo pessoalmente e escrevi este texto sem consultá-lo. É bem provável que ele, ao tomar conhecimento da publicação, rejeite o título ou faça algumas ressalvas. Coisa de apóstolo... :)

outubro 19, 2010

Evangelho e cultura: Pregando o evangelho em um ambiente multicultural


Os limites entre a valorização da cultura e a absorção de valores opostos ao evangelho



Por Leonardo Gonçalves

Para iniciar nosso estudo, trabalharemos três conceitos de missões:

• Fundamentalismo missiológico: Rejeita a cultura, demonizando-a e se fechando para aquilo que ela pode oferecer.

• Liberalismo missiológico: Absorve a cultura, mesmo em seus aspectos negativos, culminando em paganizarão da fé

• Evangelismo missional: Dialoga com a cultura absorvendo e respeitando os valores que servem ao evangelho, ao mesmo tempo em que rejeita aquelas noções, muitas vezes tidas como culturais, que estão em oposição ao evangelho de Cristo.

Exemplo de fundamentalismo missiológico: Igrejas plantadas por missionários europeus e estadunidenses em meados do século 19 e 20. Os missionários impunham padrões de vestimenta européia aos habitantes de países tropicais. Também importavam seus instrumentos e cânticos, não valorizando a cultura autóctone. Tal tendência pode ser observada nas igrejas pentecostais.

Exemplo de liberalismo missiológico
: O movimento missionário cristão pós-constantino, que tinha como estratégia absorver a cultura dos países aos quais pregava, sem questionar a validade de tais práticas. Assim, a igreja sacramentalizou a cultura, colocando-a acima do evangelho. Tal tendência pode ser observada no catolicismo, no neopentecostalismo (contextualizando com a cultura capitalista) e no movimento emergente liberal, que trata questões como aborto e homossexualismo como demandas culturais, ao invés de práticas pecaminosas.

Exemplo de evangelismo missional: A pregação de Jesus a mulher samaritana, onde o mestre pregou a mensagem de salvação a partir do contexto cultural daquela mulher; Paulo no areópago de Atenas, ao citar os filósofos pagãos em sua mensagem, criando uma ponte cultural através da qual introduziu o evangelho.

No entanto, o evangelismo missional dialoga com a cultura, sem ignorar o fato das culturas estarem manchadas pelo pecado. Assim, ele reconhece que nem tudo que é tido pelo homem moderno como valor cultural é aceitável diante de Deus. No fundamentalismo missiológico, a cultura é ignorada; no liberalismo cultural ela é endeusada e sobreposta ao evangelho. Já o cristianismo missional conversa com as diferentes culturas usando-as como ferramenta de contextualização, ao mesmo tempo em que rejeita valores culturais que se opõem a mensagem cristocêntrica.


Usando a cultura em favor do evangelho:
Construindo pontes culturais para pregar o evangelho em um ambiente cultural diversificado

Se pudermos resumir a missiologia urbana e transcultural em uma só palavra, esta palavra é contextualização. Contextualizar significa apresentar idéias e pensamentos levando em consideração o contexto das pessoas, de modo a comunicar os fatos com maior clareza. Houve um tempo em que a contextualização era um principio distante, uma ferramenta usada apenas pelos missionários transculturais. No entanto, as demandas do mundo moderno e o ambiente policultural fazem da contextualização uma ferramenta indispensável à igreja contemporânea. A igreja que não contextualizar sua mensagem fossilizará e se tornará irrelevante para a sociedade ao seu redor.

Em Atos 17, o apostolo Paulo fez seu célebre discurso no areópago de Atenas. Cercado pela elite intelectual daquela cidade, ele apresentou um sermão engajado, no qual citava de memória os filósofos e poetas gregos, demonstrando afinidade com os temas de predileção daqueles homens. E foi assim, começando pelos poetas gregos que o doutor dos gentios conduziu seus ouvintes a mensagem de arrependimento. Quando Paulo mencionou a ressurreição, muitos se escandalizaram e se foram, mas Dionísio e alguns dos presentes se converteram ao cristianismo. Paulo foi sábio porque soube usar a cultura em seu benefício, construindo uma ponte por meio da qual introduziu o evangelho.

O diálogo de Jesus com a mulher samaritana, em João capítulo 4, também é fundamental para nosso entendimento acerca da contextualização. Nele, Jesus aborda o tema da salvação usando um dos elementos que fazia parte do cotidiano daquela mulher, a água. Ele era judeu, ela uma samaritana, e havia uma grande rivalidade entre ambos os grupos, mas Jesus iniciou seu diálogo a partir de um ponto em comum: o poço de Jacó (que era historicamente importante para judeus e samaritanos), e a sede existencial que todo ser humano tem. Assim, Jesus conseguiu apresentar o evangelho a mulher de forma eficaz, e ainda foi introduzido por ela a aldeia dos samaritanos.

Em todas as culturas existem determinados elementos que são comuns, e que devem ser explorados pela igreja em sua tarefa missionária. Uma igreja que deseja ser relevante deve estudar o grupo que deseja alcançar e, a partir desta analise, definir o tom da palestra, o estilo litúrgico, os ritmos musicais, a decoração do ambiente e definir as estratégias que facilitarão o diálogo com as pessoas que ela deseja alcançar. Se a igreja for “poli” ou “multicultural”, é bom que ela tenha programas específicos e ministros auxiliares que atuem como missionários para cada grupo alcançado (crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos, estudantes, universitários, profissionais, undergrounds, etc.). Não pode, porém, permitir que a abordagem ocasione divisão ideológica ou partidarismos, pois a igreja é um misto de povos, línguas, etnias, todos em torno de uma só verdade.

Por ultimo, deve-se sempre lembrar que na contextualização o que varia é a apresentação, e não o conteúdo. O missionário é aquele que apresenta a mesma verdade de diferentes modos à diferentes culturas, e não aquele que apresenta verdades diferentes a cada cultura. Os métodos podem variar, mas o conteúdo é sempre o mesmo.


Quando os valores culturais conflitam com o evangelho: Uma abordagem missiológica da cultura da América Ibero-hispana

Um vídeo divulgado pela JOCUM mostra crianças portadoras de deficiências sendo enterradas vivas pelos pais em uma aldeia indígena. Para os índios daquela tribo, tal prática é aceitável. Para os antropólogos, trata-se de uma questão cultural. Para o evangelho, aquilo é assassinato.

No Brasil, ainda existe uma forte tendência machista, que despreza o trabalho feminino. Mulheres que trabalham ganham menos, mesmo que exerçam a mesma função. Para grande parte dos homens brasileiros, isso é um valor cultural, mas para o evangelho, isto é acepção, por tanto, pecado.

Na América Hispana a mesma tendência cultural existe, sendo mais forte em algumas regiões. Demonstrações de afeto dos pais para com os filhos são tidas como fraqueza, e muitos maridos, por “imposição cultural”, maltratam suas mulheres e são violentos. Para a sociedade isso é cultura, mas para o evangelho, é pecado.

Nos EUA e na Europa, as pessoas tem desenvolvido uma tendência materialista e cética, onde o individualismo e o egoísmo são as marcas principais. O mesmo tem acontecido na América Latina, embora com menor intensidade. Este individualismo, egoísmo e ceticismo são todos nuances da cultura pós-moderna, mas são totalmente opostos ao evangelho, que é espiritual, coletivo e altruísta. O que os modernos sociólogos chamam de cultura, a bíblia chama de pecado.

Assim, podemos concluir que a abordagem comum que se faz da missiologia, que diz que o missionário deve coincidir totalmente com a cultura é sofisma. O evangelho não é uma esponja que simplesmente absorve a cultura, mas um poder que redime as culturas. A Palavra de Deus nos dá claro e amplo entendimento para discernir entre valores culturais e vícios morais. Quando se ignora isso, abrem-se as portas para o sincretistimo e paganizarão da religião cristã.


O princípio redentor da cultura na bíblia sagrada: Como o evangelho desafia os pressupostos culturais

Na bíblia vemos diversos exemplos que nos possibilitam vislumbrar os limites entre cultura e pecado. Talvez o primeiro deles seja a recomendação do Senhor ao seu povo, quando eles entram na Terra Prometida, de que eles não deviam seguir os caminhos das nações. Obviamente, muitas daquelas noções religiosas cananéias eram parte de uma cultura, mas elas não deviam ser absorvidas pelos hebreus.

Embora usado pelos missiólogos como paradigma de missionário transcultural, o estadista Daniel, juntamente com seus amigos, se recusou a comer dos manjares do Rei, e também não tomou do seu vinho, que era consagrado a ídolos. Eles estavam submersos na cultura babilônica, mas sabiam separar pressupostos culturais, conceitos morais e crenças religiosas.

Jesus em sua encarnação foi judeu em todo aspecto da existência. No entanto, o fato dele mesmo ser judeu e de estar contextualizando com os judeus não o impediu de denunciar a hipocrisia dos fariseus que lavavam as mãos cerimonialmente antes de comer, quando seus corações continuavam impuros. Ele também se levantou contra o costume de consagrar seus bens ao Senhor quando parentes próximos passavam necessidade. Jesus foi missionário transcultural, mas não se submeteu incondicionalmente a cultura hebréia. Ele a redimiu.

Tudo isso nos revela que o evangelho não é apenas um agente passivo e submisso à cultura, mas um agente transformador.

“O evangelho se submete à cultura na mesma proporção em que a cultura se submete ao evangelho, e desafia a cultura com a mesma intensidade que a cultura afronta a Palavra de Deus”


Conclusão

O tema deste estudo é na verdade uma incógnita no coração de muitos missionários urbanos e transculturais: “Como pregar o evangelho em um ambiente multicultural?”. Entendemos que a primeira coisa que o missionário deve fazer é encontrar a divisa entre a valorização da cultura e a absorção de valores opostos ao evangelho, posicionando-se de modo que lhe possibilite comunicar a mensagem de forma contextual e engajada, ao mesmo tempo em que resguarda os pressupostos absolutos contidos nas Escrituras.

Para isso ele deve usar a cultura a seu favor, rejeitando aqueles valores que, embora tidos por tendências culturais e modernas, se opõem ao evangelho. Ele deve dialogar com a cultura e usá-la como ferramenta pedagógica, mas não pode jamais endeusá-la, sobrepondo-a ao evangelho de Cristo. Por último, deve entender que o evangelho não é apenas um agente passivo e submisso à cultura, mas um agente transformador que muitas vezes se revela como principio contracultural, desafiando o status quo e redimindo a cultura ao nosso redor.



Questionário para discussão:

1. Quais as diferenças entre fundamentalismo missiológico, liberalismo missiológico e evangelismo missional? Onde podemos encontrar exemplos em nossa cultura?
2. O que significa contextualização? Apresente exemplos bíblicos de contextualização do evangelho.
3. Que estratégias sua igreja pode desenvolver para pregar o evangelho de um modo mais contextualizado?
4. O que pode acontecer com o missionário, quando ele não compreende que todas as culturas estão manchadas pelo pecado?
5. Apresente exemplos de tendências culturais que, embora em voga no mundo, não devem ser assimilados pelo evangelho.
6. Que comportamentos culturais da sua cidade o evangelho precisa redimir? Que comportamentos culturais na sua igreja não estão de acordo com o evangelho?
7. Apresente exemplos bíblicos de pessoas que rejeitaram ou mesmo se opuseram a valores culturais do seu tempo.
8. Como este estudo te ajudará a pregar o evangelho em um ambiente policultural e pós-moderno?


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Leonardo Gonçalves é missionário no Peru e editor do Púlpito Cristão. Seminário ministrado na Iglesia Bautista Misionera, 16/10/2010

setembro 27, 2010

Urgente! vendavais no Haiti

Tempestades no Haiti destroem tendas dos desabrigados e prejudica açao de missionários



Por Mario Freitas

Na última sexta-feira, 24/9, outra catástrofe assolou o Haiti. As fortes chuvas e vendavais deixaram mortos e feridos entre os desabrigados da capital Porto Príncipe, que somam 1,5 milhões desde o terremoto de 12 de janeiro.

No momento culminante da tempestade dessa sexta, uma de nossas equipes finalizava a construção de um templo em Camp Corrail, um dos acampamentos mais populosos da região de Delmas, próximo à capital. Nossos 12 missionários correram, deixando para trás pertences e equipamentos, e abrigaram-se sob uma estrutura de concreto. Nenhum deles se feriu, pela graça e proteção de Deus. Mas os corações ficaram apertados ao ver barracas sendo levadas pelo vento no camp, e famílias haitianas sendo assoladas por mais uma catástrofe.

Hoje, 26/9, embarco outra vez para lá. Minha viagem tem por objetivo auxiliar o trabalho final de construção civil realizado por nosso grupo, que nas últimas duas semanas construiu dois templos em diferentes acampamentos, os quais serão utilizados também para fins educacionais e médicos; acompanhar nossa equipe médica que chegou a Porto Príncipe ontem, 25/9, e atenderá pessoas também em diferentes camps; estruturar nossa Escola de Treinamento para Ministério com Crianças em Risco, que ocorrerá a partir do dia 03/10. Muitos desafios tem acompanhado cada um desses projetos, e precisamos de suas orações e apoio.

Ore por nossos grupos ali, para que o Senhor possa ajudar-nos a ser luz naquele lugar, em meio a mais uma catástrofe. Se puder, ajude-nos financeiramente na manutenção desse trabalho que, ainda sem apoio da imprensa e sem atenção internacional, continua sendo prioritário aos olhos do Pai!

MAIS – Missão em Apoio à Igreja Sofredora
BANCO ITAÚ
AG.0937
CC 44077-4
CNPJ 12.492.298/0001-83

contato@maisnomundo.org

Que Deus te abençoe!



Fonte: Pulpito Cristão

setembro 02, 2010

Brasileiro é preso no Egito por transportar panfletos evangélicos


Por Clóvis Cabalau

O guia de turismo brasileiro Dagnaldo Pinheiro está detido na cidade do Cairo, capital do Egito, acusado de promover práticas religiosas. Há cinco dias, ele manteve contato com sua noiva, Mariângela Vale, e informou que o motivo da prisão foi o fato de ele estar transportando Bíblias e panfletos evangélicos em seu carro. A Embaixada Brasileira na cidade do Cairo confirmou a prisão do brasileiro, mas não informou o paradeiro do rapaz.

Dagnaldo Pinheiro Gomes é de Balsas, Maranhão, e teria sido detido durante um passeio às pirâmides com duas turistas brasileiras. As turistas foram liberadas, mas o maranhense continuou detido. Ele disse à noiva que seria deportado. Desde então, não fez mais nenhum contato com os parentes no Brasil.

A empresa Orientur, a operadora de turismo paulista para a qual Dagnaldo Pinheiro trabalha, disse que entrou em contato com a embaixada do Brasil no Egito, e que o governo do país informou que não existe nenhum brasileiro detido. A noiva do guia disse que não conseguiu informações oficiais com a embaixada brasileira no Egito sobre a prisão.

A Assessoria de Comunicação do Itamaraty disse que a embaixada brasileira no Cairo confirma que foi avisada da detenção de três pessoas e que apenas o maranhense continua detido. Eles aguardam o retorno de autoridades do Egito com informações sobre o local onde o brasileiro está e o motivo da prisão.

O repórter Honório Jacometto, da TV Mirante, afiliada da Rede Globo em São Luís, falou, pela internet, com a noiva de Pinheiro, Mariângela Vale. “Ele me falou que haviam apreendido os celulares dele, por isso ele não poderia mais falar ao celular. Mas ele estava esperando ser deportado no dia seguinte, e eu até o achei tranqüilo. Ele disse assim haviam encontrado com ele um material evangelístico e que, por isso, achava que seria deportado’”, relatou. Ela viaja hoje para Brasília, onde terá uma reunião na Embaixada do Egito no Brasil.


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julho 31, 2010

A igreja e o pós-modernismo: Missiologia para os crentes brasileiros




O cristianismo brasileiro, embora sincero em muitas de suas manifestações, é extremamente intolerante com relação à cultura. Grosso modo, vive-se na igreja evangélica brasileira um dualismo acentuado nas relações entre “mundo” e “igreja”, de modo que tudo quanto é secular é tomado pelos crentes como coisa profana.

Quer seja nas roupas dos membros das igrejas pentecostais, quer seja na liturgia e na música dos crentes tradicionais, o fato é que no seu desejo de ser diferente do mundo, a igreja brasileira acabou por confundir exteriorismo com vida devocional interior.

A intolerância cultural pode ser vista por toda parte numa igreja que resiste em se contextualizar (1) para facilitar o acesso das pessoas à Cristo, à igreja e ao reino de Deus. Ela ignora que a contextualização tem um papel pedagógico na proclamação do evangelho, pois torna acessível a mensagem da salvação.

Para reverter este quadro, é preciso enfatizar o caráter encarnacional da missão de Jesus. Para relacionar-se conosco, nosso Salvador foi homem em todo aspecto da vida, exceto no pecado. Ele podia vir ao mundo cercado de anjos e numa carruagem de fogo, mas preferiu vestir-se de carne. Embora fosse Deus no sentido pleno da palavra, Jesus respeitou a nossa cultura e a assumiu, entendendo ser esta a melhor forma de comunicar o evangelho.

A igreja brasileira carece de reflexão cultural. Ela precisa entender que do mesmo modo como nem tudo que tem o selo “evangélico” é santo, também nem tudo que é secular é contrário a nossa fé.

Cristo, aquele que é infinitamente melhor que nós, assumiu a nossa cultura e lhe deu dignidade. E a igreja? Será que ela está disposta a assumir a cultura de modo a parecer-se com o mundo em todo sentido, exceto no pecado?

Como missionário conheço bem o impacto que este texto vai causar no coração de muitos crentes sinceros e devotos, porém habituados a dividir o espaço apenas com seus iguais. Contudo, penso que esta reflexão é indispensável a uma igreja que deseja ser missionária e alcançar os perdidos para Cristo.

Precisamos reinventar nossa liturgia e rever a práxis cristã, fazendo clara distinção entre pecado e cultura, pois a igreja que não encarna na cultura para compartilhar o evangelho, não compreendeu completa e perfeitamente sua missão.

"A igreja que impõe sua cultura aos demais, terá sérias dificuldades em comunicar o evangelho de Cristo em um mundo pós-moderno".


Nota:

1. A palavra contextualização foi usada pela primeira vez por um evangélico no congresso de em Lausanne (1974). Byang Kato, palestrante africano, discursou naquela ocasião sobre a necessidade de contextualizar o cristianismo à cultura africana sem deixar contaminar-se pelo sincretismo.


Fonte: Blog Pastor Leonardo Gonçalves