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outubro 31, 2011

Coragem protestante

Lutero, interpretado por Joseph Fiennes

Por Daniel Grubba

Hoje comemora-se o dia de Reforma Protestante. Há exatamente 492 atrás que um monge subversivo, porém cativo a consciência do evangelho, afixou na porta da catedral de Wittenberg, suas 95 teses. Dentre muitos aspectos abordados, Lutero denunciou o abismo que havia entre a igreja católica e a Palavra, criticou também a corrupção moral do papado, e profetizou contra as insanidades daqueles que estavam negociando financeiramente a salvação da alma dos homens.

Sendo protestante ou não, você há de convir que este evento mudou completamente a história da humanidade. Por isso gostaria de homenagear esta data tão significativa fazendo apenas uma breve alusão a coragem protestante.

Precisamos reconhecer que o movimento da reforma não resumiu-se a este ato isolado de Lutero. Muitos outros dedicaram suas vidas contra a monopolização da mensagem do Evangelho. Foi, portanto, um movimento inteiramente marcado pela coragem de alguns homens, que ousaram enfrentar reinos, autoridades, papas, e toda a tirania dos poderosos. Refiro-me em especial os quatro grandes nomes da reforma: Lutero, Zuínglio, Calvino e Menno Simons.

Lutero foi intimado, ameaçado de morte, e forçado a retratar-se diante do poder imperial. Foi na Dieta de Worms (sessão do governo imperial) na Alemanha, chefiada pelo imperador Carlos V, que Lutero foi convocado para desmentir suas teses. O processo foi longo, durou muitos dias, e uma pressão enorme foi feita para que Lutero voltasse atrás. Como ele reagiu? Lutero se retratou ou não? Como ele respondeu diante de todos em Worms?

“Visto que vossa sereníssima majestade e vossas nobres altezas exigem de mim resposta clara, simples e precisa, vou dá-la, e é esta: Não posso submeter minha fé, quer ao papa, quer aos concílios, porque é claro como o dia que ele têm frequentemente errado e se contradito um ao outro. A menos que eu seja convencido pelo testemunho das Escrituras, não posso retratar-me e não me retratarei, pois é perigoso a um cristão falar contra a consciência. Aqui permaneço, não posso fazer outra coisa; queira Deus ajudar-me. Amém”.

Hoje falta “homens com peito” para enfrentarmos, com coragem protestante, os desafios do mundo moderno. Não falo só da igreja que está retornando ao paganismo medieval. A luta do cristão não deve se resumir aos caminhos da instituição cristã, mas principalmente ao estabelecimento da justiça na terra. Portanto, urge a necessidade de profetas corajosos que denunciam a perversidade dos sistemas de exclusão social, que lutam em favor dos bilhões de miseráveis da terra, e que não se calam diante da omissão da igreja frente aos problemas da humanidade.

Fonte: Púlpito Cristão

LUTERO, O CISNE ALEMÃO!

Judiclay S. Santos

Aos 22 anos de idade, o jovem Martinho Lutero entrou para o monastério de Erfurt. Dois anos depois, na ocasião da sua ordenação, nem Lutero nem qualquer outra pessoa sabia o que esse evento significaria para ele, para a igreja ou para o mundo.

O teólogo britânico, R. C. Sproul faz uma curiosa observação. Cem anos antes da ordenação de Lutero, o reformador da Boêmia, Jan Hus havia sido condenado à fogueira pelo famigerado Concílio de Constança (1415), sob a sentença de “pecado de heresia”. Hus teria dito ao bispo que ordenou a sua execução: “Você pode cozinhar este ganso, mas há de vir um cisne que não será silenciado”. Não era apenas um vaticínio, era um jogo de palavras. Seu nome, Hus, significa ganso na língua Tcheca.

Ao ser ordenado na capela agostiniana em Efurt, Lutero foi deitado com seus braços esticados na forma de cruz na base do altar da capela. Curiosamente, o lugar exato onde Lutero estava deitado, havia uma inscrição no piso de pedra que indica que abaixo do lugar estava sepultado o bispo que ordenara a execução de Jan Hus. Sproul confessa: “É uma grande tentação revisar a História e atribuir ao bispo uma resposta apropriada às palavras de Hus que um cisne surgiria. Gosto de pensar que o bispo respondeu: “Sobre meu cadáver!” De fato, foi sobre seu cadáver que o cisne foi ordenado”.

A Reforma eclodiu na Europa do século 16 por meio de uma conjugação de fatores. Embora tenha tido raízes e implicações políticas, econômicas e sociais, a Reforma foi essencialmente um movimento de retorno à sã doutrina, que propôs expurgar da Igreja doutrinas e práticas contrárias à fé cristã. O fato mais surpreendente é que a Reforma, ansiosamente desejada por muitos, teve o seu marco inicial com o protesto de um anônimo monge agostiniano numa pequena cidade com aproximadamente 3.500 habitantes. Lutero era apenas um ilustre desconhecido na insignificante cidade alemã de Wintemberg.

Graças à sábia providência divina, a Reforma avançou e redesenhou o mundo. O Senhor da Igreja age conforme o conselho de sua soberana vontade e usa os meios necessários para realizar os seus propósitos e manter o seu programa redentor. Lutero reconhece ter sido um vaso de barro. Não obstante as suas fraquezas, Deus o usou para edificar a Igreja do Senhor Jesus. “Não fiz nada. A palavra fez e realizou tudo”, disse o reformador.

Somos gratos a Deus pela vida de Lutero, pois embora tenha sido tão pecador quanto nós, foi um importante instrumento nas mãos do Senhor para promover o evangelho de Jesus Cristo.

Fonte: Judclay Santos

setembro 28, 2011

Desordem e regresso

Por Humberto Martins

Sábado, andando de metrô assisti alguém jogando uma garrafa pet
de refrigerante pela janela trem. Isso é comum, acontece sempre. Basta sair às ruas para assistirmos cenas como estas, ou mesmo piores, ocorrendo o dia todo. É cultural, somos assim. Pobres e desmazelados.

O pior de tudo é que, as mesmas pessoas que agem assim, são as que mais tarde sofrerão com as enxurradas e enchentes resultantes do entupimento de bueiros e redes de esgoto. Nossa população ainda vive instintivamente. Come, bebe, e joga fora, não importa onde. Não consegue abstrair, conceituar, refletir sobre suas ações.

Essa sujeira também se mostra em outros âmbitos. Aliás, toda a vida social se mostra comprometida pelas sujeiras que tomam conta desse país. Ao passo que pouco ou nenhum estranhamento há com algumas situações de imundície. Exemplo disso, alguém comentava comigo que iria fazer aulas de direção para tirar a CNH, mas que iria desde já garantir sua aprovação cedendo ao assédio das autoescolas, que instituíram um tal de “quebra” – uma “propininha inofensiva” que você dá para não ser reprovado no dia do exame de rua.

Por aí vai. Reclamamos de políticos cujo comportamento não é outro senão o nosso próprio, apenas atuamos em outras esferas. Pior de tudo não é pecar, é não se assumir pecador. Enquanto pecamos e assumimos, ainda apontamos para um padrão ideal. Contudo, quando fundamentamos nossos pecados, descaracterizando-os como tais, instituímos o erro e propagamos sua prática.

“Mas todo mundo faz”, eis aí a origem de nossas mazelas sociais. Do lixo à propina, das propinas para ser aprovado no exame de direção aos mensalões, dos mensalões aos desvios de verbas públicas para o benefício próprio, dos desvios de verbas às vergonhosas concessões ao desmatamento de nossas florestas.

Enfim, vivemos primitivamente, satisfazendo nossos apetites imediatos, satisfazendo nossos instintos, protegendo nossos interesses particulares em detrimento das necessidades comunitárias. Não interessa se a pequena corrupção resultará em terríveis consequências amanhã, não importa se o desmatamento de agora negará às outras gerações recursos naturais, saúde e qualidade de vida, nem tampouco adianta lembrar que o lixo jogado na minha rua adentrará pelas portas da minha própria casa quando as chuvas chegarem. Nada importa que não seja imediato e não me dê prazer ou alívio.

Sem estranhamento, sem pensar e repensar nossas práticas, vamos decaindo, “involuindo”, regredindo. Ordem e progresso, só mesmo na Bandeira Nacional. O que assistimos no dia a dia é o contrário: desordem e regresso!

Mas como diria um camarada que eu conheço: há esperança! Não sei bem dizer de onde ela vem, mas enquanto houver vida, certamente deverá haver esperança.

Fonte: Visao Integral

setembro 27, 2011

O tempo


Por Ana Claudia

Houve um tempo em que tinha tudo e não o visualizava.
Houve um tempo que sorria tanto que nunca parei pra pensar, que o tempo do choro viria.
Houve um tempo em que tinha tantos amigos e era tão bom usufruir do convívio com eles.
Houve um tempo que eles foram pra outros países , outros estados e outros tomaram rumos tão distantes que nem mais os vejo ou com eles falo pois o tempo de tê-los perto se foi.

Houve o tempo de oportunidades tão boas de trabalho, que cheguei a desfrutar, porém o tempo da juventude de impulsividades, me fez desistir dos bom empregos, porque no tempo da imbecilidade eu nunca parei pra pensar no tempo da necessidade.

Houve o tempo de namoros, que me levou a tempos de fossa e era este o tempo que eu queria curtir sem pensar em quanto tempo precioso estava perdendo.
Houve um tempo em que conheci o amor verdadeiro que me levou ao tempo de estar num altar e me casar, porém sem pensar que o tempo de lutas no lar poderiam chegar.
Houve um tempo em que os filhos foram gerados e não pensava no tempo em que nasceriam e o tempo das noites mal dormidas chegariam.

Houve um tempo de início ministerial em que nada sabia mas tudo queria e não pensei que o tempo de crescer espiritualmente chegaria com tantas dores.
Houve o tempo de deixar a casa do pão e não pensei que o tempo em terras estranhas seria de tamanha necessidade de aprender a deixar a independência para aprender a viver o tempo da dependência total de DEus.
Houve o tempo de muita fome de Deus e de muita entrega sem imaginar aonde eu poderia ser levada.
Houve o tempo da fome de Deus me levar ao confronto comigo mesma, e eu não imaginava que o tempo da guerra interior viria tão ferrenha.
Houve o tempo que comecei a crescer espiritualmente sem pensar que o tempo de não perceber que ainda havia muito a aprender poderia passar desapercebido, me levando a perder o tempo de aprender muito mais.
Houve o tempo de perdas, que deixaram marcas profundas, marcas que não estavam me deixando ver que o tempo das promessas de Deus estavam chegando.
Houve o tempo em que muitas feridas começaram a cicatrizar, porem o tempo passou e eu não percebi que nas cicatrizes ainda haviam hematomas.
Houve o tempo em que situações me levaram ao tempo em que tocaram nas cicatrizes e os hematomas doeram, pois ainda havia roxidão.
Houve o tempo em que chegou a hora de retornar de terras distantes, sem perceber que o tempo de voltar de onde saimos chegaria.
Houve o tempo de rever coisas, sem saber que o tempo de rever certas coisas levaria a sentimentos de tamanha dor.

Houve o tempo de comtemplar a bondade de Deus com uma visão mais ampla, porém sem saber que junto com esta comtemplação viria também o tempo de revelação do coração, que me levaria a um tempo de muito quebrantamento, confissões e arrependimentos.
Houve o tempo do reencontro com o passado, sem saber que o tempo de precisar aprender a não considerá-lo havia chegado.
Houve o tempo que acordei pela manhã sem mais conseguir dormir e tive que entender que o tempo de pensar sobre tudo já vivido havia chegado.
Houve o tempo em que entendi que preciso aproveitar e segurar este novo tempo de reflexões e mudanças.

HOuve o tempo que comecei a vislumbrar o tempo do cumprimento das promessas, que me tem levado ao tempo de viver a restauração plena de Deus, mesmo que tudo ao meu redor diga que não e certos momentos penso em desistir . Porém o tempo de ouvir sua voz sempre me encorajando a prosseguir chegou e assim percebendo que não estou nunca só, e que o que ele projetou pra mim não vai se frustrar, sigo em frente.
E como diz Eclesiaste 3: "Há um tempo determinado por Deus para todas as coisas".
O tempo de escrever sobre isto pra vcs chegou e é hoje.

Aproveite o tempo que Deus te dá, todos os nossos dias já estão determinados por Ele. Simplesmente viva o hoje,saboreando cada segundo, crescendo N'Ele, aprendendo com Ele, sendo como Ele , aprendendo D'Ele que é manso e humilde de coração e assim encontraremos descanso para nossas almas.

Fonte: Mulher Cristã

setembro 21, 2011

Cuidado Cristãos

Por Ruy Cavalcante
Recentemente fiquei absolutamente chocado, de verdade, ao ser confrontado com os resultados de recente pesquisa sobre o cristão e o sexo. Me assombrei também ao perceber que o resultado desta pesquisa, antes de fazer refletir, causou apenas uma enxurrada de piadas entre vários blogs cristãos.
Como pode ser engraçado (por exemplo) saber que uma porcentagem tão grande de evangélicos (24,68% homens e 11,96% mulheres) traem seus cônjuges?
O que está acontecendo conosco? Em que ponto tornamos o Evangelho de Jesus Cristo tão relativo assim em questões sobre o pecado?
Todos os dias vejo nas mais diversas redes sociais jovens brincando de pecar. Citações imorais, desejos carnais expostos sem o menor pudor e com o único intuito de satisfazê-los ou de revelar “como foi bom”. Os jovens cristãos indicam músicas com conteúdo lascivo, apenas para parecerem “atualizados” com as novidades, filmes impróprios, textos e citações contrárias à Palavra de Deus simplesmente para parecerem inteligentes e cultos.
Ora, sabedoria é a que vem do alto, do mundo chama-se engano.
“Porque o Senhor dá a sabedoria; da sua boca procedem o conhecimento e o entendimento”. (Pv 2:6)
Não obstante a bíblia afirmar que a sabedoria verdadeira vem do Senhor, nós muitas vezes ensinamos com nossas atitudes o contrário. “Sábio é o mundo que me aceita como eu sou” poderiam dizer muitos crentes moderninhos.
Mas eu preciso alertá-los, leiam atentamente: O Evangelho de Jesus Cristo não é relativo e mesmo com a mais perfeita argumentação racional Ele permanece imutável! O mundo não é capaz de nos ensinar nada que nos leve para mais perto de Deus, cuidado...
Cuidado com as falácias irmãos, cuidado com os argumentos filosóficos que vocês têm aprendido com seus autores preferidos, pois o amor de Deus é provado na crucificação de Seu Filho, não pense que Ele vai te provar fechando os olhos para o seu pecado, isso é mentira! Não se engane, se estamos em Cristo já não somos mais escravos do pecado, não andamos mais segundo os nossos próprios desejos... cuidado irmão.
Ou você acha mesmo que Cristo morreu só para ser reconhecido na história e não para remissão de pecados? E se Ele fez isso por causa do nosso pecado, então o pecado é algo sério, mesmo que todos em sua volta digam que não...
Transar antes do casamento e ser imoral continua sendo pecado, mesmo em tempos modernos como o nosso. A cobiça continua conduzindo pessoas à condenação, a falta de amor, a fofoca e a falsidade continuam nos afastando de Deus assim como a dois mil anos atrás, cuidado jovem. O fato de todos fazerem não te torna justificável. Jesus Cristo é a justiça de Deus aplicada em nós, sem Ele somos indesculpáveis e com Ele somos apartados de tudo isso, se de fato estivermos nEle!


“Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção”. (I Co 1:30)


“Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à justiça de Deus. Pois Cristo é o fim da lei para justificar a todo aquele que crê”. (Rm 10:3-4)
Não se enganem irmãos, não há outra justiça que não aquela propiciada por Jesus Cristo. O que é divertido hoje pode ser trágico amanhã...

agosto 19, 2011

Jesus não é Zé Colmeia

Por


Pessoal, a amada Damares acertou em cheio. Sim, digo e ratifico. Se seu objetivo foi fazer uma música que pega, cola, perturba, persegue, desconcorda com a palavra de Deus, pode crer, deu muito certo. Além de ser uma de “arma bélica” para atordoar a vizinha fofoqueira, também é um ótimo hit remix para fim de festa. A música é provocativa e não poupa ironia, no entanto está a quilômetros de distância da mensagem do genuíno evangelho de Jesus.

A pop star ovacionada nos “cultos de reteté” segue a tendência antropocêntrica das canções do mercado gospel as quais classifico em sua grande maioria como canções rendidas aos pretextos da pós-modernidade (bem estar, prosperidade, consumismo, personalismo, hedonismo, etc.). A música que começa até bem dizendo que “O agir de Deus é lindo na vida de quem é fiel” retrata uma luta que será redundada no final em vitória cujo resultado é a prova de que se é um escolhido. Gente, esse subjetivo "embate provação" x "vitória final" é uma velha conhecida “bomba xilene” da Teologia da Prosperidade para atender a demanda dos gostos mais variados. Na sua cara não há aparentemente o sinal $, mas seu objetivo final é se dá bem ($$$) aqui na terra. A música tem o tipo de letra que cabe pra qualquer tipo de problema, pra qualquer tipo de pessoa, e no final, o resultado sempre será agradar ao homem e se adaptar a qualquer vexame.

Analisemos a letra:

“Deus vai cumprir tudo que tem te prometido”. -> Meus nobres leitores, pergunto: o que será que Deus nos tem prometido mediante as escrituras? Será Ele fiel a nós ou a sua palavra? A música não fala o que Ele tem prometido né, mas a palavra sim: Disse Jesus: "No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." (João 16:33). Como também nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. (Rm 8.1)

Você vai ver a mão de Deus te exaltar - > Ops! Cuidado pra não ir pensando que essa exaltação é relacionada a Hyunday, BMW, Renault, ou ao Ap beira mar, etc. A exaltação acontece no tempo de Deus e conforme a sua Vontade. Seria bom ela ter dito também que pra ser exaltado, antes é necessário se humilhar. Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte. 1Pe 5:6.

“Quem te viu passar na prova e não te ajudou, Quando ver você na benção vão se arrepender”
- > Nessa hora acontece o descarado “evangelho” da condenação - o inverso das boas novas -, que concorda com aquele tipo de pregação insultante aos que não querem se arrepender, porém acontece com os que desconhecem a chamada pela vocação eficaz de Deus, cujo agente transformado é o Espírito e não a força – eles constrangem a todo descrente que aparecer no culto. Dá ideia também da constante batalha espiritual cujo inimigo é o vizinho, o chefe de trabalho, ou a empresa concorrente. Seria isso uma ameaça? Não quero dramatizar, mas com certeza eles não irão se arrepender dos seus pecados há não ser que o Senhor toque nos seus corações.

A música continua: “Vai estar entre a platéia e você no palco”. Esse trecho confirma novamente que a Damares fala de uma vitória material, ou seja, estar num lugar de destaque, status, certamente esse lugar deve ser uma colméia de abelhas.

Amados o que nos falta hoje é cantarmos o evangelho de Cristo, a grandeza de Deus, seus atributos, sua graça, sua misericórdia. Precisamos voltar aos belos poemas de Davi, as lindas canções de Sião. Precisamos “pensar nas coisas do alto, não nas que são aqui da terra (Colossenses 3 : 2)”, Cristo está voltando! Para isso é bom relembrar que a adorar a Deus é venerá-lo pelo que Ele é independe se Ele faz algo em nosso favor ou não, se é que o mais importante já foi feito. É aprender a amar nossos inimigos; é saber lidar com os “não cristãos” e não ignorá-los, pois estes não têm o saber do espírito; é deixar esse costume de cantar músicas focalizando as "coisas" de Deus: “vitórias, sucessos, bens matérias, etc.”, e cantar na lógica de que buscando o seu Reino em primeiro lugar todas as coisas serão acrescentadas.

O palco cuja cantora afirma que se estará, no fim da canção, verdadeiramente não condiz com o lugar dos seguidores de Jesus. O verdadeiro palco não é em cima das pessoas, mas em abaixo delas: aquele que quer ser o maior seja servo (Lucas 22:26). Muitas vezes esse palco é um deserto, uma solidão, uma cruz (Tiago 1:2-4.

Sejamos atentos para que não misturemos o verdadeiro evangelho de Cristo com os desejos do coração do homem. Agora pra finalizar pergunto: SANGUE DE CORDEIRO TEM GOSTO DE MEL? Pois é, a minha vitória não teve e não tem sabor de mel, mas sim derramamento de sangue, e sangue carmesim que me purificou de todos os meus pecados, e é somente por esse motivo que tenho infindos motivos para adorar ao meu Jesus.

Ser “Crente Zé Colméia” é pra quem gosta de mel.

Fonte: Arte de chocar

agosto 16, 2011

Traição à moda Teen

Por Antognoni Misael
Se apenas imaginar o contato sexual com alguém já representa um pecado (Mt 5.28), imagina o que significa “ficar”, se envolver fisicamente e/ou até transar com outra pessoa? E o que dizer da traição prematura? Bem... hoje parece moda, e não entendo como trair alguém pode ser tratado como um costume normal. Não posso provar de fato, mas acredito muito que a mídia (de Malhação a Aviões do Forró) debandou o pudor e o respeito ao próximo na sarjeta.

O mais grave: desde cedo os adolescentes estão se rendendo ao hedônico desejo de apenas curtir. Aos doze (margem de erro de 1 para mais ou para menos...rs) já se mostra indícios de uma cultura corporal - um “sarrinho” com fulano(a) hoje, uma “saidinha” com outro(a) amanhã, umas declarações picante pelo MSN para o(a) “admirador(a) secreto(a)”, uma cantada pelo Orkut para o(a) playboy(girl) da escola, enfim... Situações complicadíssimas...uma bomba relógio hein!

A coisa agrava quando na adolescência atinge-se um nível auto de experiência relacional e física. Para a garota, por exemplo, quanto mais ela deixa-se explorar o corpo em prol do seu bel prazer, mais se torna desvalorizada e desinteressante... E lógico, qualquer rapaz normal instintivamente abusará de uma presa fácil, partindo logo pra outra. Então, um determinado relacionamento imaturo que está à flor da pele com ausência de interesse sentimental, faz com que também a querida troque de parceiro cotidianamente, e às vezes, mesmo estando com o namoradinho oficial, dependendo do grau de encantamento pelo “playboyzinho”, já dá uma "ficada" no intuito de fazer o “teste drive”, e depois efetuar a troca, e dá um pé na bunda do ex-parceiro. Quanto aos jovens meninos, nem se fala(...) conta-se a dedos os poucos que querem uma relação verdadeira e sob os fundamentos cristãos.

A presença dos pais é importantíssima para educação dos jovens em geral. Se não inculcarem um padrão cristão de honestidade, generosidade, responsabilidade, compromisso (que aparentemente não tem muito a ver com namoro, mas tem e muito!) na mentalidade da galerinha, pode ter certeza, esses quatro fundamentos dificilmente existirão nas relações afetivas de um com o outro:
- Ser honesto com o companheiro(a) faz com que sejam transparentes no que sentem um pelo outro impedindo “possíveis traições”;
- Ser generoso faz com que se faça o bem ao próximo espontaneamente cultivando um sentimento verdadeiro e consistente;
- Ter responsabilidade faz com que não se tornem inconsequentes, e que avaliem previamente tudo que hão de fazer para que não sejam surpreendidos por seus impulsos tanto sexuais quanto comportamentais;
- Ter compromisso faz com que tenham uma meta dentro do relacionamento gerando uma unicidade e desejo de serem um – para isso já é bom fazer os primeiros testes, e apontarem para alvos (vestibulares, concursos, profissões, e principalmente, o servir a Deus juntos na eclésia); não custa nada ir sonhando né?

Gente, a parte mais preocupante que vejo é quando a irresponsabilidade consigo mesmo e com o parceiro(a) torna-se tão normal que passa a existir a ausência do remoço, do constrangimento, da vergonha perante sua consciência e perante Deus. É nesse patamar que a traição passa a ser sutilmente um simples "hobby adolescente". Um hobby de semeadura até “prazeroso”: beijos às escuras, envolvimento proibido, intimidade prematura(...)mas de colheita amarga. Trair ao próximo, é trair aos mandamentos de Deus; é trair ao próprio Deus!

Fonte: Arte de Chocar

maio 30, 2011

Como manter o filho na igreja II


PARTE II


DIÁLOGO É FUNDAMENTAL

A experiência de Gerson e Aline também mostrou que o diálogo franco e honesto, desde criança, estabelece um vínculo saudável entre pais e filhos. No entanto, muitos resistem à idéia da conversa aberta com medo de perder controle e autoridade. Não gostamos de ser questionados por filhos e nem que eles apontem nossos erros. Mas eles precisam compartilhar conosco suas experiências, problemas, expectativas, anseios, medos, frustrações, decepções, segredos, alegrias, etc., explicou o pedagogo e escritor Marcos Tuler, chefe do Setor de Educação Cristã da Editora Casa Publicadora das Assembléias de Deus (CPAD).

Outro ponto relevante nessa caminhada de ensino aos filhos é a imposição ou indiferença dos pais em relação ao pensamento dos filhos , que pode causar um sentimento de distanciamento e descrédito. É preciso, antes de tudo, respeitar o que os filhos pensam.

Esse é o princípio do livre arbítrio. O pastor Josué Gonçalves, escritor especializado na área de família, mostra que o diálogo produtivo entre pais e filhos, no que se refere ao Evangelho, ocorre quando os pais respeitam o direito dos filhos de escolher. Ele afirmou que pais podem convencer o filho com a verdade, se esta verdade não for imposta.

Mas a etapa mais difícil de criar os filhos deságua na tão discutida adolescência. É nessa fase, ressaltou Marcos Tuler, que os filhos têm muitos conflitos emocionais, são inseguros e inconstantes. E porestarem passando pelo período de maior abstração e reflexão dos conhecimentos recebidos, são facilmente influenciados pelas filosofias anticristãs. É também o que confirma a experiência do pastor Edílson Lopes e sua esposa Regina Sartori, da Assembléia de Deus, em Arenápolis (MT), que são pais de três filhos: João Ricardo (18 anos), Keren (16) e Filipe (19). Todos atingiram a fase da adolescência quase simultaneamente. Segundo Lopes, conseguir mantêlos na igreja foi uma tarefa difícil, mesmo com sua vocação pastoral.

É também na fase da adolescência que o exemplo dos pais em relação à prática da fé cristã é colocado à prova. Para a jovem Keren Sartori, a conduta dos pais foi de fundamental importância para que ela continuasse nesse caminho quando se sentiu frágil. Foi difícil passar pela cobrança da igreja, mas minha mãe e meu pai sempre conseguiram me mostrar o que é ser crente. É muito além de ir à igreja. E isso me ajuda a permanecer na fé e a querer me parecer com ele, reconheceu. Ou seja, os atos precisam condizer com o discurso dentro de casa. Se os pais estão convictos de sua fé, os filhos se sentem seguros e desejam acompanhá-los em suas escolhas e decisões.

Noemi Vieira
Revista Enfoque Gospel


Continua...

maio 27, 2011

Como manter o filho na igreja I


A ordem de Deus é imutável, mas está cada vez mais difícil 'ensinar o Caminho'

PARTE I

Desde os primórdios da humanidade, a família tem sido a base principal da sociedade. Os costumes, os comportamentos e até mesmo os cenários se modificam com o passar dos séculos. Mas o papel que a família exerce permanece essencial. É desse pequeno núcleo que vem a formação de caráter de uma pessoa e até mesmo de sua personalidade. E, nesse contexto, é preciso destacar a importância da educação religiosa dentro de muitas casas, especialmente, nos lares evangélicos.

O assunto adquire grande destaque. Até porque, biblicamente falando, existe uma responsabilidade dada aos pais sobre a continuidade dos valores cristãos dentro de casa, conforme o trecho em Provérbios: Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele. Neste tempo, a missão de educar um filho segundo os princípios cristãos e fazê-lo permanecer na fé depois de adulto continua valendo, embora essa tarefa seja cada dia mais complexa. Influências diversas dos meios de comunicação, das escolas, da internet, etc., podem provocar desvios de comportamento, gerando mudanças de interesse e de atitudes. Nesse sentido, é fundamental descobrir a resposta para uma questão: qual o método mais eficaz para criar os filhos dentro da igreja?

A INFÂNCIA

Não há uma regra única e infalível para responder à pergunta, mas psicólogos, educadores, pais e pastores concordam em, pelo menos, um ponto: tudo começa na infância. Até os 7 anos, a criança está em formação da sua personalidade. A criança pequena é como uma esponja, pois absorve tudo o que lhe é ensinado. O que aprende nessa fase, vai levar para o resto da vida. Quanto mais cedo conviver com a idéia de Deus, certamente isso será apreendido de forma mais profunda, explicou a psicóloga Elizabeth Pimentel, autora do livro O poder da palavra dos pais (Hagnos).

O casal Gerson e Aline Daminelli, membros da Igreja Batista e pais de Camila (18 anos), Priscila (16) e Isabela (7), é exemplo de como a educação religiosa durante a infância pode ser eficaz. Ambos são frutos de lar cristão e, assim como aprenderam com os pais, começaram a educar suas filhas no cristianismo desde cedo. Num primeiro momento, a gente sempre as levava, incentivava e acompanhava à igreja. Quando elas emburravam, a gente obrigava, sempre mostrando a elas o prazer de ir à Casa do Senhor, afirmou Aline.

É claro que esse processo não aconteceu automaticamente. Uma das estratégias para conseguir manter a família unida numa mesma fé foi, segundo o casal, a confiança estabelecida com as filhas. Nossa relação com as meninas é de extrema confiança. E isso é coisa que se conquista. Você vai acompanhando, educando, participando, ouvindo e deixando com elas a tomada de decisão em relação às questões da vida. Gerson também diz que a imposição não é usada, mas, sim, o aconselhamento.

Noemi Vieira
Revista Enfoque Gospel
Continua...

maio 07, 2011

Se o fardo é leve, por que está pesado?


Por Ronaldo Bezerra

I João 5:1-4.

É pesado servir a Deus? A grande verdade da vida cristã é que não é pesado servir ao Senhor, pelo contrário, é motivo de alegria e prazer. João disse que os mandamentos do Senhor não são penosos. Por vezes até pensamos que os mandamentos de Deus não são penosos, mas não servem para nós.

Por outro lado, muitos se sentem pesados, cheios de cargas e estão cansados de servir a Deus, pensam que é muito duro e difícil ser um cristão. Mas Jesus disse: "O meu jugo é suave e o meu fardo é leve" (Mt 11:30).

Meditar na Palavra de Deus, orar e envolver-se na obra do Senhor tem sido um prazer para nós ou uma obrigação religiosa? A vida cristã se compõe basicamente de 5 fases. Todos nós, mais cedo ou mais tarde, passaremos por estas 5 etapas:

1- Descobrimento. É quando a pessoa descobre a Bíblia e a mensagem do evangelho.

2- Paixão. É quando a pessoa está apaixonada pela Bíblia, não perde nenhum culto, coloca adesivo no carro, escuta somente CDs de mensagens e músicas cristãs.

3- Realismo. É quando a pessoa se decepciona com os irmãos da igreja, quando estes demonstram erros e falhas.

4- Acomodação. É quando diante de tudo o que a pessoa vê, ela se acomoda. Ela já conhece alguns versículos bíblicos, sabe o momento de orar, ofertar, louvar, enfim, se torna religioso.

5- Obrigação. É quando a pessoa vai à igreja para não ser "cobrada" por seus líderes, ou por medo de Deus, achando que Ele poderá trazer castigo.

Em qual fase estamos? Temos então dois desafios: Quando os mandamentos de Deus se tornam penosos para nós? Como podemos viver uma vida cristã sem peso?

Quando os mandamentos de Deus se tornam penosos para nós?

1- Quando a religião impõe exigências que não tem nada a ver com Deus.

A religião coloca sobre nós exigências que nem o próprio Deus requer. O resultado é que a carga religiosa se torna mais pesada do que deveria ser. É por isso que acabamos morrendo na nossa paixão.

Muitas exigências dentro das igrejas não têm nada a ver com Deus. São meros mecanismos humanos de afirmação do poder religioso, ou seja, o pastor que se firma na sua autoridade com exigências que não tem nada a ver com Deus. Perdemos tempo discutindo besteiras, usos e costumes, se podemos ou não utilizar bateria no louvor, se podemos ou não bater palmas durante os cânticos etc. São tantas leis e exigências que chega um ponto da vida cristã que já não sabemos mais se é bom ou ruim servir ao Senhor.

2- Quando a religião desenvolve um sistema para agradar a Deus na base da causa e efeito.

Entendemos Deus da seguinte maneira: "Se você fizer tal coisa, você terá a sua recompensa, para o bem ou para o mal". Temos um conceito de Deus como um criador que criou leis invioláveis, e aquele que cumprir as leis será abençoado, mas quem deixa de cumpri-las receberá maldição. Desenvolvemos um conceito de religião muito policiado, em outras palavras, Deus se torna um supremo fiscal da nossa vida e um Deus impessoal. Então pensamos que se falharmos na vida, virá castigo e morte para nós. O resultado é que passamos a cumprir os mandamentos por medo e não com alegria.

Uma das grandes verdades bíblicas é que temos um Deus que é muito mais amoroso do que guardador da lei. Ele é muito mais guardador de rebanhos do que guardador de livros. Ele é muito mais guardador de vidas do que guardador de preceitos. Então obedecemos a Deus não por medo, mas porque descobrimos um cuidado dele para com a nossa vida.

Deus é mais amoroso do que consistente. Muitas vezes Deus voltou com a sua palavra em nome do amor. Exemplos: Deus ia destruir Nínive, mas o povo se arrependeu e Deus voltou atrás com a sua palavra. Jonas se irritou com Deus, mas o amor de Deus foi maior que a sua promessa. Jesus esteve com uma mulher Cananéia e ela queria que ele atendesse a sua necessidade, mas o Senhor disse que não atenderia porque não poderia dar o pão dos filhos (judeus) para os cachorros (gentios). Ela insistiu pelas migalhas, então Jesus voltou atrás e atendeu a necessidade daquela mulher. Então, não precisamos obedecer a Deus por medo da lei, pois Ele joga fora a lei em nome do amor.

3- Quando olhamos para Deus muito mais como um Juiz do que como um Pai.

Desenvolvemos um conceito de juiz que não é o conceito hebraico, e sim o conceito de juiz grego e romano que são como os nossos juízes de hoje. O juiz hebraico era o patriarca e pai muitas vezes. Quando ia julgar uma causa, o juiz além de ser juiz era também um pai. Temos dificuldades em obedecer às leis de Deus porque entendemos que elas vêm de um juiz e não de um pai. Por que se torna pesado para nós servir a Deus? Por que ninguém gosta de leis e nem de ser mandado.

Vivemos numa sociedade onde as leis são feitas no congresso, então surgem os impostos. O imposto é uma imposição, é uma lei que surge de cima para baixo e temos que "engolir" e obedecer. Pensamos que as leis de Deus também são assim: "impostos". As leis de Deus não são uma imposição, mas é mais um conselho de um pai. Exemplo: Quando um médico diz para uma pessoa que tem câncer para ela não fumar porque poderá se prejudicar, isso não é uma imposição, é mais que isso, é um conselho.

Obedecemos ao Senhor não porque é uma imposição ou obrigação, mas porque temos um pai que deseja o nosso bem e nos alerta com amor sobre os riscos que podemos correr. Infelizmente vemos o Senhor como um juiz austero e duro que passa leis que nos são impostas, e não como um pai amoroso que deseja o nosso melhor.

4- Quando criamos mecanismos de defesa que desenvolvemos em nós mesmos.

Quando nos protegemos daquilo que somos fracos acabamos exigindo mais dos outros. Por exemplo, o que ora muito e trabalha pouco é impaciente com o que trabalha muito e não ora e vice-versa. Os nossos níveis de exigências se tornam cada vez mais intolerantes e nos tornamos menos misericordiosos. O resultado disso é que os nossos relacionamentos se tornam cada vez mais problemáticos, pesados e por isso muitos dizem que é difícil servir a Deus.

Como podemos viver uma vida cristã sem peso?

1- Nascendo de novo (vs. 1).

Precisamos ter uma nova experiência com Deus, nascer de novo. Nossa natureza precisa ser resgatada e restaurada no poder do Espírito Santo. O apóstolo Paulo declarou: "Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro" (Rm 8:36). Temos que nascer de novo todos os dias e sermos gerados pelo Espírito Santo de Deus todos os dias, e se não for assim a vida cristã ficará pesada, porque estaremos vivendo com valores passados numa nova realidade de vida. Não adianta colocarmos remendos numa nova realidade, colocarmos vinho novo em frascos velhos, mas o frasco precisa ser regenerado, remodelado e refeito.

O nosso grande problema é que tivemos uma experiência com Deus, mas essa experiência ficou para trás e não estamos mais no processo diário e contínuo de nascermos de novo no poder do Espírito Santo de Deus. A restauração da nossa natureza aos propósitos iniciais de Deus é o que torna os mandamentos leves.

2- Amando a Deus (vs. 2 e 3).

O amor torna tudo leve. Como podemos agradar a Deus? Dedicando tempo com Ele e não fazendo nada que saibamos que está errado, então agradaremos a Deus.

Quando amamos alguém ou alguma coisa tudo se torna leve, mas quando não amamos tudo se torna um desastre. O que é que Deus requer de nós? Que o amemos. "Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento" (Mc 12:30). "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele" (Jo 14:21).

Quando amamos a Deus o nosso servir a Ele se torna leve. "Oh! quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia" (Sl 119:97). "Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração" (Sl 40:8).

3- Confiando no caráter de Deus (vs. 4).

Quando falamos sobre a fé, temos que entender que existem diversas dimensões: a fé que move montanhas, a fé que se confunde com esperança, a fé que ajuda o próximo, a fé que se confirma em obras, a fé que espera, e a fé que descansa no caráter de Deus. A única dimensão de fé que torna o nosso servir a Deus leve é a fé que descansa no caráter de Deus. Esta é a fé que vence o mundo e torna os mandamentos de Deus não penosos.

Quando Deus nos pedir alguma coisa, se não tivermos confiança no caráter dele, se não crermos que aquilo que nos pediu será para o nosso bem e uma proteção sobre a nossa vida, então iremos encarar essa orientação como uma "cobrança" e o nosso servir a Deus se tornará pesado. Mas se descansarmos no caráter de Deus, as orientações que Ele nos der não as receberemos como "cobranças", e sim entenderemos que Ele nos ama, que tem o melhor para nós e não quer nos ver destruídos e derrotados.

Por que andamos irriquietos? Por que os mandamentos de Deus se tornaram penosos para nós? Porque ainda não aprendemos a descansar em Deus. "Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti que trabalha para aquele que nele espera" (Is 64:4). "Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará" (Sl 37:5). O nosso grande problema é que tomamos as responsabilidades que são de Deus e tentamos resolver com as nossas próprias forças, então a nossa vida se torna uma desgraça e um desastre porque não confiamos no caráter de Deus.

Fé é descansar em Deus durante o tempo que for necessário. Qual é o maior aleijão que uma pessoa pode ter na vida? O medo. Qual é o melhor momento da nossa vida? É o agora. Qual é o maior erro que podemos cometer? É desistir. Qual é o maior inimigo que temos? Somos nós mesmos. Qual é a maior facilidade que temos? Criticar os outros. Qual é a maior necessidade que precisamos ter? O bom senso. Qual é o maior dom que podemos herdar de Deus? O perdão. Qual é a maior descoberta? É o caráter de Deus que nos ajudará a descansar que Ele nos levará até o fim da jornada e dará a coroa da vida aos que o amam. Os mandamentos do Senhor não são pesados!

"A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro, e ilumina os olhos. O temor do Senhor é limpo, e permanece eternamente; os juízos do Senhor são verdadeiros e justos juntamente. Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e mais doces do que o mel e o licor dos favos" (Sl 19:7-10).

Deus abençoe!

Fonte: Guiame.com

abril 27, 2011

Porque eu reprovo a religião


Por Samuel Torralbo

As três principais religiões monoteístas que dominaram a história da humanidade (judaísmo, cristianismo e islamismo) deixaram explicitados os estragos causados todas as vezes que a religião procurou institucionalizar o divino e o sagrado.

Por diversos momentos, na história da humanidade, a religião virou o próprio “diabo”, perseguindo, condenando, e matando homens e mulheres em nome de Deus.

O evangelho de Jesus Cristo é a própria contraversão da religião adoecida que deseja submeter, escravizar, e condicionar almas moribundas que necessitam de salvação.

É evidente que em meio a esse panteão religioso existem os discípulos do caminho, aqueles que Jesus chamou de “suas ovelhas”, mas é estarrecedor observar a sagacidade e a crueldade praticada pela religiosidade subversiva.

Dentro do nosso contexto religioso (brasileiro) é incomum observarmos os estragos causados pela religião no nível da agressão, perseguição ou morte física, mas é alarmante o acumulo de estragos no nível da subjetividade, aquela que acontece na dimensão da mente e das emoções.

Eu reprovo os modus operandis dessa religião porque ela propaga a repressão, enquanto o evangelho proclama a expressão. Quantas pessoas vivem reprimidas, imaginando estarem vivendo o real significado da santificação, enquanto na verdade estão vivendo as agruras da repressão, que culminará em algum momento em loucura e desequilíbrio. O evangelho nos convida para a moderação e o crescimento através de uma consciência livre e renovada em Deus.

Eu reprovo a religião, porque ela proclama o evangelho como um produto e não como um processo de Deus em nós. Infelizmente é crescente a ideia de que a salvação é adquirida por procedimentos ou méritos humanos e não através da graça e do agir de Deus no homem. A religião defende o engessamento do individuo, enquanto que, o evangelho promove a continuidade consciente da pacificação com Deus através de Cristo Jesus.

Eu reprovo a religião, porque ela promove a falsa sensação de bem estar para seus adeptos, enquanto que, o foco do evangelho é desnudar o homem através da verdade eterna de Deus. Uma vez que, o evangelho não é fruto da humanidade, mas é a manifestação do favor de Deus em Cristo Jesus, sua mensagem na maioria das vezes choca-se com as atitudes humanas, marcadas pelo pecado e rebeldia contra o criador. A religião de contrapartida é o esconderijo perfeito em nome de “Deus” para o pecador, que procura se esquivar do confronto com a verdade do verdadeiro Deus.

Eu reprovo a religião porque ela manifesta-se de acordo com a vontade humana, enquanto que, o evangelho ecoa e manifesta-se de acordo com a vontade divina. É incrível notar a facilidade com que a religião se adapta no tempo e no espaço. Basta olhar para a história e veremos atrocidades religiosas que autenticam a sua eliminação imediata do contexto humano, porém, observe que a religião continua presente adaptada ao novo conceito de mundo.

Eu reprovo a religião porque ela formata os homens, enquanto que, o evangelho regenera o homem. Uma característica de todo religioso é a estagnação em todos os níveis. A sensação é que a religião condiciona o homem dentro dos seus muros, impossibilitando-o de ser livre através de uma consciência amadurecida pela palavra de Deus. A regeneração por sua vez, é a própria influencia de Deus em nós, transformando nosso estado pecaminoso em uma nova realidade de vida e percepção de mundo.

Eu reprovo a religião porque ela aliena as pessoas, enquanto que o evangelho inclui o homem na vida. É comum encontrar religiosos sincronizados com as programações, campanhas, rituais, ilusões e sacrifícios de suas congregações, enquanto que o crack, desigualdade, pedofilia, desastres naturais, e todo tipo de violência e morte aumentam do lado de fora dos muros da igreja. Uma das máximas do evangelho é a inclusão dos filhos de Deus como sal , luz, e testemunhas, em um mundo de trevas e pecado.

Eu reprovo a religião porque ela fragmenta os homens, enquanto que o evangelho unifica as pessoas. A religião sempre foi um dos maiores fenômenos que fragmentou ou dividiu pessoas na história humana. O evangelho por sua vez, sempre visou a unidade mesmo em meio as diversidades (diferenças humanas) através do espírito de amor e serviço manifestados em Cristo Jesus.

Eu reprovo a religião... enquanto amo cada dia mais o evangelho de Cristo Jesus.

Fonte: Púlpito Cristão

janeiro 24, 2011

A escravidão do pecado.

Por Renato Vargens
As Escrituras são absolutamente claras em afirmar que independente de cor, raça, sexo e nacionalidade, nascemos em um estado de pecaminosidade, culpa, e morte espiritual. O ensino cristão é de que não existe um homem neste planeta que possa considerar-se justo pelos seus próprios méritos. Na verdade, a Bíblia afirma que “todos pecaram, e que todos estão destituídos da graça de Deus.” (Rm 3:23), diz também “que o salário do pecado é a morte” (Rm 6:23), e que quem peca, “transgride a lei” (I Jo 3:04), e que o pecado faz separação entre os homens e Deus. (Is 59:02)

A Bíblia diagnostica o pecado como uma deformidade universal da natureza humana, deformidade que se manifesta em detalhes na vida de cada indivíduo. A doutrina reformada ensina que o homem é totalmente depravado e que necessita desesperadamente de salvação. O Apostolo Paulo ao escrever a igreja de Éfeso afirmou: "estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais" (Efésios 2:1-3). Ora, segundo o ensino paulino toda pessoa não regenerada pelo Espírito Santo de Deus está espiritualmente morta, fazendo a vontade da carne, do mundo, além de viver uma vida absolutamente escravizada por Satanás.

Em outras palavras, isso significa que cada um de nós nasceu como um completo pecador. Nossa essência é pecadora, todo nosso ser é pecador, nossa mente, emoções, desejos, e até mesmo nossa constituição física está corrompida, controlada, e desfigurada pelo pecado e seus efeitos. Ninguém escapa desse veredicto. Nós somos totalmente depravados. Efésios 2:1 resume a doutrina da depravação total ao afirmar que os homens estão mortos em delitos e pecados. À luz desta verdade sou obrigado a confessar que a condição humana não poderia ser pior. Entretanto, Deus sendo rico em misericórdia por causa do grande amor com que nos amou nos deu vida em Jesus salvando-nos da ira vindoura e libertando-nos da escravidão do pecado.

Caro leitor, para ilustrar de forma prática, estou colocando abaixo dois vídeos. O primeiro protagonizado por Paul Washer que com graça e sabedoria disserta a respeito da doutrina da depravação total. O segundo traz informações tecnicas sobre a Lepra, o que segundo a Bíblia SIMBOLIZA o nosso estado de pecaminosidade.

Minha sugestão é que você não deixe de assistir estes vídeos. Tenho plena convição que após assisti-los ,sua visão sobre o pecado nunca mais será a mesma.

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens



dezembro 27, 2010

Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado



"Apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos.
As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição;
E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões.
Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados
(Dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra.
E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa,
Provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados." (Hb 11:34-40)

dezembro 15, 2010

Socorro! Sou solteira e tenho medo de ficar para titia


Por Renato Vargens

No Brasil existem mais mulheres do que homens. No censo de 2007 o IBGE constatou que para cada 100 mulheres existem 99,6 homens. Entre os evangélicos, apesar de não possuir dados concretos que possam confirmar as minhas suspeitas acredito que existam muito mais mulheres em nossas igrejas do que homens, o que se pode nitidamente perceber em nossos cultos onde a esmagadora maioria dos frequentadores é do sexo feminino.

Pois é, do Oiapoque ao Chuí é comum encontrarmos nas igrejas evangélicas moças cristãs, comprometidas com Deus, bonitas, inteligentes, bem sucedidas profissionalmente, independentes, com 30 ou mais de 30 anos e… SOLTEIRAS.

Isso não seria um problema se não fosse cada vez mais latente, nessas mulheres, a necessidade de se ter ao lado um companheiro, alguém com quem dividir a vida e as suas conquistas, ter filhos e constituir uma família. Essa necessidade é extremamente natural e com o passar dos anos a idade começa a se tornar um peso, deixando a necessidade ainda maior.

Para piorar a situação a pressão que a sociedade faz para que a mulher case é quase desumana. Devido a isso, não são poucas aquelas que vivem um verdadeiro "inferno" existencial.

No meu livro Namoro.com conto a história de uma moça de 25 anos de idade que por se sentir velha estava completamente desesperada para casar. Segundo ela, o tempo havia passado deixando-a para titia. Ora, vamos combinar uma coisa? Ficado para titia com 25 anos é uma verdadeira sandice não é verdade?

Prezado leitor, Salomão em sua sabedoria afirmou com toda propriedade que existe um tempo determinado para todas as coisas. Existe tempo de abraçar e tempo para deixar de abraçar. Em outras palavras, ele está a nos dizer de que existem momentos da vida em que a solidão torna-se necessária.

Diante do exposto gostaria de aconselhar as moças a não se exasperarem, mas a confiar no Senhor e esperar o tempo e a pessoa certa para entrar no casamento. Agindo assim e não cedendo as pressões da sociedade com certeza experimentarão momentos ricos e abençoadores na presença do Senhor.

Pense nisso!


Fonte: Renato Vargens , Via Púlpito Cristão